O Brasil deu um passo para a aceitação da legalidade dos casamentos homoafetivos. E claro, precisa andar mais.
O mundo está em constante processo evolutivo e sinceramente não é mais admissível observamos o homem avançar em caminhos antes tão difíceis, sejam por curas de doenças, sejam pelos conhecimentos de outras galáxias e planetas, se não avançarmos nas nossas próprias relações sociais.
Mesmo que as mudanças sejam iminentes para a sociedade, elas não deixam de encontrar empecilhos para sua concretude. O novo é diferente, e com isso hostilizado. Nós ainda não aprendemos a viver na diferença, apesar de que seja a diferença, sem trocadilhos, o diferencial para nossa existência. Nada sobreviveria sem seu “desarranjo”, seu oposto, sua contradição. A nossa genética diz isto, nossa seleção natural mostrou-nos, nossa história comprova.
Às vezes somos impulsionados a presenciar o novo, com espanto, com admiração, maravilhados ou não, mas com a certeza que estamos projetando um novo conceito e modelo para se viver melhor.
O preconceito é um mal que penetra nefastamente nas cabeças e olhos da sociedade. Não aceitar alguém por não ser igual, é também não se aceitar como membro de um conjunto de desiguais que vivemos.
É meio paradoxal, mas vivemos no mundo positivamente e negativamente de desiguais. Positivo quando sei e aceito a mim e ao outro como distintos, eu sou assim e o outro não o é, e isto nos faz preencher os inúmeros espaços de um meio social. Negativo quando vejo que este “desigual” afeta no âmago da nossa vivência. Somos afetados por barreiras financeiras, raciais, políticas, sexuais ou qualquer outra que acentue esta negatividade.
Não sou e nem pretendo ser o rei da sabedoria e da razão, mas não acredito que possamos viver mais nesta insustentável hipocrisia. Negamos o direito de pessoas existirem como reais. É como se estes seres humanos, por terem uma vida sexual e afetiva diferente da que nossos antepassados colocaram como “a certa” em papéis – leis, fossem apenas personagens de ficção (vemo-nos, mas são tratados com superficialidade de algo efêmero e irreal).
Precisamos incentivar a mudança, precisamos reconhecer o já há muito tempo conhecido e conviver bem com todas as diferenças e sem hostilizações.
Nós seres humanos, apesar de toda nossa sabedoria, complicamos nossa existência. Tudo é simples e claro, o poeta Mário Quintana descreveu-nos isto no seu poema “Da perfeição da Vida”, em um passado não muito distante:
Por que prender a vida em conceitos e normas?
O belo e o Feio...o Bom e o Mau...Dor e Prazer....
Tudo, afinal, são formas
E não degraus do ser!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
O direito de ser diferente no mundo dos desiguais.
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