Para quem tem opinião política, cultural, reflexiva e crítica da sociedade.

LEIAM, OPINEM, CONTESTEM.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Em Assu-RN o futuro sempre quer repetir o passado.

Desculpe-me os grande analisadores de política e os grandes mestres da arte da politicagem, mas a verdade é uma só: um jogo de cartas projetadas para serem acusadas.
Desde que a grande rompimento político do ex-prefeito de Assu, Ronaldo Soares, e a atual prefeito, Ivan Júnior(PP), foi divulgado e escancarado pela grande mídia que logo pensei: era tudo tão óbvio!
Vamos pensar um pouco. A mais ou menos três anos, um pouco menos do que isso, Ronaldo Soares prestes a deixar o cargo e não podendo no momento ter um herdeiro direto (na linhagem da família), lança o jovem secretário da saúde candidato a prefeito. Ora, em nenhum momento foi cogitada uma manobra eleitoral de tamanha precisão que este grande articulador calculara. O jovem Ivan seria apenas uma ponte temporal de poder, seu verdadeiro herdeiro político não estava pronto e mesmo que estivesse não poderia, pois a lei eleitoral tirava tal possibilidade. E o “macaco velho” da política assuense sabia que era preciso segurar esta cadeira sob seus cuidados, onde uma possível vitória da adversária, Fátima Moraes(PSB), poderia mudar tal engenhoso plano. Pois bem, o tempo passou e o verdadeiro herdeiro foi projetado para lançar-se candidato a deputado estadual, com o apoio do prefeito do Assu, Ivan, que não poderia negar-se pois aquele trono que ele estava sentado foi dado-lhe pela então campanha vitoriosa planejada por Ronaldo.
Não é estranho que o ex-prefeito, tão adversário da então governadora Vilma(PSB), tenha justamente lançado apoio ao candidato do PSB, IBerê? E mais estranho contra a senadora Rosalba(DEM), que veio a Assu a seu pedido para agaranhar votos para seu pupilo? Este foi o trunfo do político!
Ele precisava de um “álibi” fenomenal para iniciar este rompimento. O que ele poderia alegar? Claro que possibilidades poderiam ser criadas, mas naquele momento o útil unia-se ao cômodo, pois o seu filho estava filiado ao partido que fazia oposição a campanha da senadora.
George Soares(PR) foi projetado na mídia, ganhou espaço, nome e vez e conseguiu arrebatar a cadeira na assembléia legislativa do RN, tornou-se deputado. E se tal acontecimento não tivesse este fim? E se o George tivesse perdido a campanha? Elementar meu caro, tudo ocorreria da mesma forma que está acontecendo. Ronaldo romperia com esta administração municipal e provavelmente lançaria seu filho ao cargo de prefeito. Mas agora virá a pergunta: George será candidato a prefeito? Meus amigos acho improvável, embora não absurdo. Perder o assento de deputado não é uma boa escolha, mas tudo dependerá do nome do novo pupilo de Ronaldo que deverá surgir das entranhas da oligarquia familiar.
Não sei até que ponto o jovem Ivan ficou esperando o inevitável. Velejando nas águas calmas que o vento soprava. Uma coisa é certa, esta habilidade de Ronaldo sempre surpreende os grandes conhecedores da política local, apesar de ter sempre o mesmo fim, o velho e projetado jogo de cartas acusadas. Se o criador dominará a criatura, os acontecimentos dirão.
Aquela velha política de acusações e boatos começou a ganhar novamente o espaço na pré-campanha da cidade. Coisa detestável no nosso contexto atual. O prefeito Ivan já disse que não entrará na forma “ronaldista” de jogar. E pensando bem, se conseguir tal proeza, terá boas chances de torna-se o dominador da jogada.

Nenhum comentário: