Para quem tem opinião política, cultural, reflexiva e crítica da sociedade.

LEIAM, OPINEM, CONTESTEM.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ouviram o pronunciamento? É o penhor desta igualdade?

No horário nobre das redes de televisões e rádios nacionais na última quinta-feira(10/02/11), a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, realizou seu primeiro pronunciamento oficial à nação brasileira desde a sua posse.
Dilma fez uma coisa bastante singular para o cargo que possui, iniciou sua trajetória na comunicação oficial falando de educação. Não estou aqui somente para enaltecer a atitude positiva que a presidenta optou para concentrar tal tema em grande parte do seu discurso, mas para cobrar que este fato não possa ser apenas um registro na nossa história, e sim um novo marco para mudança.
"País rico é país sem pobreza", este é o slogan da logomarca desenvolvida pelos publicitários João Santana e Marcelo Kertész para o novo governo. Aliás a grande novidade desta nova identidade do poder federal, porque em relação ao resto da logomarca, enxergamos as mesmas caraterísticas ideológicas, tipográficas e visuais do governo anterior.
Críticas à parte, continuamos...embora a mensagem da presidenta seja um alento aos defensores do pensamento de que a verdadeira mudança de um país iniciará pela educação, coloco-me entre tais, existe uma triste realidade: nós!
Isto mesmo caros amigos, somos a mudança, somos a realidade, somos o futuro...mas insistimos nisso? Ou melhor, vemo-nos como os revolucionários da transformação? Aceitamos conquistar com os braços fortes a igualdade? Será que nós, filhos desta pátria, não fugimos desta luta?
Sei que anos de abandono social, cultural e político acabou gerando uma massa de "acomodados da revolução". Não deveríamos esperar um lider político vir até a mídia divulgar sua intenção de "fazer algo pela educação". Somos responsáveis pelo progresso, e não apenas pela ordem nacional. Elegemos para fazer, e se não faz, é porque aceitamos. Somos responsáveis pelo Brasil que estamos, pelo país que vivemos, pela educação lastimável que temos.
Precisamos acordar para cobrar, ir as ruas, gritar nas praças... agir e insistir.
Esta mobilização social que o povo do Egito nos presenteiou nos últimos dias, compartilhando com todos este momento histórico de mudança naquele país, somente reafirma este posicionamento.
O que deveriámos pensar é que as mobilizações e lutas não são apenas para derrubarmos um ou outro do poder, mas para gerarmos mudanças sociais reais. O quanto seria fenomenal se milhares de brasileiros fossem as ruas exigindo uma mudança profunda na educação, na saúde, na segurança...se temos o poder de tirá-los do trono, imagina o que poderiámos fazer. Já pensou?
Amigos leitores e formadores de opinão, a mudança não está apenas nos discursos destes nossos representantes, a mudança começará por nós. Teremos que escolher dois destinos para seguirmos nos poéticos versos do nosso hino nacional. É preciso decidirmos se estaremos "deitados eternamente em berço esplêndido" da ilusão, ou se vamos seguir com a força ativista "o brado retumbante de um povo heróico".

Um comentário:

Unknown disse...

Caro Elton, parabéns por saber aproveitar tão bem seus momentos de ócio, se 50 por cento dos brasileiros seguissem seu exemplo nosso País certamente caminharia rumo as mudanças tão almejadas...